
Você sabia que a exposição excessiva as telas prejudicam a constituição psíquica?
Na primeiríssima infância o excesso afeta diretamente o vínculo afetivo, estimula a dependência, diminui o espaço destinado a criatividade, a fantasia, ao brincar, traz prejuízos para a formação do sistema visomotor e da atenção. Há uma crença de que o outro está sempre presente, ao alcance do dedo. Na segunda infância, o prejuízo é a socialização, diminuição da tolerância, paciência e frustração. Na terceira infância pode aparecer sintomas que favorecem diagnósticos e medicalizações. Deixar as crianças sem supervisão e um tempo excessivo nas telas é um modelo de educação que tem por horizonte um consumidor exigente, que pensa que tem sempre razão e que o outro, como um mercado, tem o dever de agradá-lo, estando sempre a disposição. A presencialidade com qualidade entre pais e filhos é absolutamente necessária. Necessitamos de um outro humano atravessado pela falta para termos um aparato psíquico saudável, porque nas telas tem tudo, o tempo todo e isto é adoecedor.
Referência: Jerusalinsky, J.; Baptista, A. Org.: Intoxicações eletrônicas. O sujeito na era das relações virtuais. In, Duncker, C. I. L. Intoxicação digital infantil, Salvador: Àgalma, 2017.

